sábado, 22 de dezembro de 2018

O que decidi sobre o Natal by Josimar Salum


O que decidi sobre o Natal
Josimar Salum (2009)

É bem verdade que não existe nenhuma menção no Novo Testamento da celebração do Natal entre os díscipulos, como também não existe nenhuma proibição.

“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo.” (Colossences 2:16-17).

Se decidi mesmo, (não comemorarei o Natal) seguindo esta corrente evangélica da não comemoração do Natal, não darei mais presentes para meus familiares e amigos porque “troca de presentes… nesta data significa que adoramos a um deus pagão, onde o ritual nórdico exigia que eles fossem para as montanhas de madrugada e lá chorassem em sacrifícios. Esperavam os primeiros raios de sol da manhã e entregavam presentes uns aos outros, em adoração, dizendo: “Que você jamais esqueça dos deuses sobre nós”.

“O presente significa eternizar o pacto, trazer a benção dos deuses. Tertuliano, teólogo católico, disse que não podia compactuar com essa mentira, o sol nunca pode ser deus, porque o Deus dos cristãos foi Aquele que criou o sol.”

Qual é o discípulo de Jesus que em sã consciência daria um presente ao seu filho como se estivesse adorando ao Sol?

Que poder é este que este mito tem em impor um significado ao meu gesto de dar um presente como se tivesse adorando alguma divindade?

Como se ao subir a escadaria da Igreja da Penha me fizesse um devoto de “Nossa Senhora”, tomasse um banho no Rio Ganges me fizesse um praticante da purificação hindu ou se ao visitar Meca me tornasse um mulçumano.

Não faz mal, a despeito do “frenesi” mercantilista das lojas, desfrutar das nuances culturais do Natal, ou seja, de seus aspectos e das tênues diferenças entre eles, desde que não me torne partícipe das obras infrutuosas das trevas que são a avareza, a idolatria, a impureza e a cobiça. (Ver Efésios 5) Ah! Isto pode ocorrer em qualquer época do ano sem nenhuma data para celebrar! Não é mesmo? 

Que mal ou que pecado existe em admirar-se na época de Natal a criatividade das ruas enfeitadas com luzes brancas, vermelhas e azuis; em meio ao calor dos dezembros brasileiros imaginar a neve olhando para o algodão branco nas árvores de Natal e no chão ou de dar e receber presentes sem com isto estar adorando algum deus?


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