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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

DÍZIMOS E OFERTAS SEGUNDO A BÍBLIA Josimar Salum


DÍZIMOS E OFERTAS SEGUNDO A BÍBLIA 

Josimar Salum

Algumas considerações:


1 - É impossível pagar a Deus por qualquer coisa que recebamos Dele.

Uma pessoa que é transformada, curada, liberta das drogas ou que receba qualquer grande bênção de Deus na Igreja não tem como e não pode pagar por nada.

É um absurdo desprezar o preço que Jesus pagou com Seu sangue pela salvação completa dessa pessoa quando a própria salvação, a bênção, a cura e a libertação são monetizadas.

 Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado. (1 Pedro 1:18-19).

  2 - O dízimo não foi instituído ou praticado como um pagamento para Deus abençoar Seus filhos muito menos nem pelo que tinha já abençoado.

Uma vez que Deus abençoou, Seus filhos, reconhecendo que Ele é o possuidor dos céus e da terra, entregavam o dízimo. Assim, de qualquer modo primeiro Deus os abençoava, depois davam o dízimo. Eu semeio porque Ele me deu a semente para que possa semear. Até o que semeio vem de Deus!

Dizimar e honrar ao Senhor com as primícias eram atos de fé "sem a qual ninguém pode agradar ao Senhor." (Hebreus 11:6).

Foi assim desde o início, desde quando Abrão e Jacó deram os dízimos.

A Bíblia mostra que Abraão não deu o dízimo de tudo o que possuía, mas somente dos despojos que conseguiu pela vitória que Deus lhe deu na guerra contra alguns reis. (Gênesis 14).

E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus... e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo. (Gênesis 28:20-22).

Na época do profeta Malaquias, o motivo pelo qual os judeus eram desafiados a trazer os dízimos para a casa do tesouro era que eles não estavam sendo fiéis.  Quando traziam uma oferta, era um ato enganoso, pois traziam o pior e não o melhor para o templo de Deus.  Na verdade, os sacerdotes estavam fazendo isso.  Eles recebiam o animal irrepreensível para ser oferecido, mas em vez de oferecê-lo, eles guardaram para si e ofereciam aquele com defeitos.

Deus afirmou que deveriam dar os dízimos e as ofertas e fazer prova Dele. Ele abriria as janelas dos céus e derramaria sobre eles uma bênção tal até que não houvesse lugar suficiente para a recolherem. Favor conferir o Livro de Malaquias, especialmente capítulo 3 versículo 10.

 Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. (I Samuel 15:22).

 A bênção continuaria fluindo se eles trouxessem seus dízimos e ofertas à Casa do Tesouro porque é assim que Deus já os tinha abençoado. Precisavam obedecer ao Senhor porque Ele é um Pai abençoador.

A Nova Aliança feita com o sangue de Jesus na Cruz é baseada em que Deus já nos deu Seu Filho e já nos abençoou tão abundantemente que com Ele nos deu todas as coisas.

 Aquele que nem mesmo Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas? (Romanos 8:32).

3 - O dízimo e a oferta não são meios de barganha com Deus.

Deus ama a quem dá com alegria, não por necessidade nem por compulsão.

 Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça. (2 Coríntios 9:10).

Deus já resgatou o homem na Cruz do Calvário e já o abençoou com toda a sorte de bênçãos.

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo. (Efésios 1:3).

Não existe o que barganhar nem o que negociar com Deus.

4 - Deus ama quem dá com alegria

Em 2 Coríntios, capítulo 9, a semeadura e a colheita são um princípio da Nova Aliança.

Como princípio, a contribuição pode ser maior do que o dízimo, ou seja, maior que dez por cento, como se entende hoje.

A contribuição pode ser maior que o dízimo, porque qualquer um contribui segundo o que propôs no seu coração.

E o faz segundo a sua fé e jamais por avareza, mas também com alegria pode contribuir com menos de 10%, segundo o que propõe em seu coração, não com pesar e nem por obrigação, ou seja, através de uma pessoa estabelecendo o valor de sua oferta.

Não há dízimos no Novo Testamento.  Não há uma única menção de que os discípulos nem judeus nem gentios deram seus dízimos em suas reuniões, isto é, na Igreja.  Em Mateus 23, Jesus mencionou os dízimos como uma prática dos fariseus que estavam perdendo o mais importante da Lei, que é a Justiça, a Misericórdia e a Fidelidade.

 ““Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, seus hipócritas!  Você dá um décimo de seus temperos - hortelã, endro e cominho.  Mas você negligenciou os assuntos mais importantes da lei - justiça, misericórdia e fidelidade.  Você deveria ter praticado o último, sem negligenciar o primeiro.  Seus guias cegos!  Você coa um mosquito, mas engole um camelo. ”  Mateus 23: 23-24

 Eles, os fariseus, não deveriam negligenciar as questões mais importantes da Lei, Justiça, Misericórdia e Fidelidade. Quanto aos discípulos, eles seguem a Jesus, e não a lei.

Assim é que o discípulo de Jesus pode semear pouco ou semear com abundância, mas sempre segundo o que propor em seu coração.

  O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. (2 Coríntios 9:6).

 Como princípio a semeadura do povo de Deus está total e exclusivamente relacionada, ou seja, os recursos colhidos têm estes objetivos:

1 - A assistência aos santos;


2 - Distribuição e doação dos bens aos necessitados; 


3 - O suprimento das necessidades do povo de Deus; 


4 - O compartilhamento dos bens com os outros.

Qualquer outra aplicação da semente fora destes termos é antibíblica. Isto é que é roubar a Deus!

As contribuições dos santos também são destinadas a suprirem as necessidades dos que pregam o Evangelho.

 Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão.

Porventura tem Deus cuidado dos bois? Ou não o diz certamente por nós?

Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? (1 Coríntios 9:9-11).

Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. (Efésios 4:28).

5 - Jesus resgatou todos os homens e conquistou tudo na Cruz do Calvário

É verdade bíblica incontestável que tudo o que recebemos de Deus já foi conquistado por Jesus na Cruz do Calvário. incluindo todas "as nossas recompensas."

É verdade bíblica incontestável que, nas Escrituras, a primeira vez que aparece a palavra "recompensa" ou "galardão" refere-se ao próprio Deus.

Depois destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão (a tua grande recompensa). (Gênesis 15:1).

Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; Tendo por maiores riquezas o vitupério (infâmia) de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível. (Hebreus 11:24-27).

No contexto de Filipenses 3:13-14, Paulo considerou como perda todas as coisas, pela excelência do Conhecimento de Cristo Jesus.

"Todas as coisas" referem-se tanto às coisas religiosas das quais ele usufruía no Judaísmo quanto a todas as outras relacionadas com a sua vida, riquezas inclusive!

É por causa de Jesus que Paulo sofreu a perda de todas as coisas.

 Paulo considerou todas as coisas como escória - do grego “skubala” que significa “excremento humano”. Desculpe-me, não se escandalize, por favor, por eu escrever essa expressão aqui, mas literalmente é o que significa “escória” no texto original.

Como alguém pode renunciar a tudo quanto tem para seguir a Jesus e depois buscar de Deus as mesmas coisas a que renunciou?

Como pode alguém tentar barganhar com Deus, dando-lhe ofertas para que seja abençoado materialmente em benefício próprio?

Naquele texto, qual é o alvo a que Paulo se refere quando diz que prossegue avançando e esquecendo as coisas (aquelas coisas) que atrás ficam?

Conhecer a Jesus, e a virtude da Sua ressurreição, e a comunicação de Suas aflições, e ser feito conforme a Sua morte. (Filipenses 3:10).

Qual é o prêmio que receberemos prosseguindo para o alvo por conta do sacrifício de Jesus na Cruz? Conhecer a Cristo, sofrer por Cristo e ser feito conforme a Sua morte e, por fim, a ressurreição dos mortos.

Para concluir gostaria de afirmar o seguinte:

Iniquidade é tudo o que se opõe à equidade, equivalência ou igualdade.

Estabelecido este conceito, afirmo que é uma iniquidade no seio de uma igreja evangélica, um pastor ganhar 10, 20, 30 vezes mais do que o outro do "ministério", porque igreja não é empresa e não se compensa um obreiro de Deus com base em sua classe ou seu nível, mas com um salário.

Salário, nas Escrituras, tem a ver com sustento, porque aquele que prega o Evangelho deve viver do Evangelho e não se enriquecer do Evangelho.

Se alguém ensina alguma outra doutrina; e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo; e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho (lucro); Aparta-te dos tais.

Mas é grande ganho a piedade com contentamento.

Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso, contentes.

Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. (1 Timóteo 6:3-11).

 Amém.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

UMA CARTA PARA VOCÊ, QUERIDO PASTOR: SOBRE A FAMÍLIA, DINHEIRO, SUSTENTO E A VIDA FINANCEIRA


UMA CARTA PARA VOCÊ, QUERIDO PASTOR: SOBRE A FAMÍLIA, DINHEIRO, SUSTENTO E A VIDA FINANCEIRA

Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Portugal.

21 de outubro de 2019

Saudações em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

Caro pastor, permita-me ser objetivo. Minha intenção inicial ao escrever esta carta é ajudá-lo a priorizar a tua família ao invés de teu ministério.

Devo assegurá-lo humildemente que esta simples tarefa só funcionará se você e tua esposa mudarem a vossa mentalidade em relação a todas as coisas da vida, não apenas em relação ao ministério. Você concordará que devemos mudar nosso pensamento sobre tudo na vida, não é mesmo? Para nos adequarmos aos pensamentos de Deus.

O que compartilho nesta carta tem sido aplicado e está funcionando bem para muitos líderes. Porém, é difícil aceitar alguns destes ensinamentos porque os cristãos em todos os lugares nutrem uma mentalidade religiosa de igreja e não uma mentalidade do Reino. A igreja é o centro de seus pensamentos e vidas. E isto, você vai descobrir, mais cedo ou mais tarde, não é bom. No Reino de nosso Senhor Jesus, a igreja não é o centro, tua família é; a igreja não é o centro, o Reino de Deus é tudo.

Se você tem dificuldades financeiras, meu coração está se enche de compaixão por você e tua família, assim como por outras pessoas que são bem próximas a mim, como parentes e amigos que estão em uma situação financeira semelhante. Mas somente você pode resolver esta situação. Isto pode ser mudado! Esta mudança não é uma questão de receber fundos. Por muitos anos, minha esposa e eu ajudamos muitas pessoas, mas até que elas aprenderam a serem responsáveis, a administrarem suas finanças, todos os recursos  que dividimos caíram em um saco sem fundo.

Há uma coisa essencial em que você deve acreditar. Eu quero encorajá-lo a acreditar nisso. Você é a solução para seus próprios problemas e, como meu amigo e companheiro, Dr. Paul Taylor, nos ensina, você pode ser a solução para o problema de alguém.

O primeiro princípio, o que quero dizer é que você não pode depender e confiar em outras pessoas para prover e cuidar de tua família. O desejo de Deus é que eu e você tenhamos a experiência mais gratificante de nossas vidas. Em vez de sermos um receptor, nos tornemos um doador. O apóstolo Paulo descreve muito bem: “Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos supriram minhas necessidades e as de meus companheiros. Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Mais bem aventurado é dar do que receber’.” Atos 20:34,35

Os ministros geralmente colocam a igreja em primeiro lugar e suas famílias em segundo. Não fique desapontado comigo, mas devo enfatizar que você e tua esposa devem priorizar a tua família e não a igreja. A Igreja é prioridade de Deus, não tua.

E tudo isso começa com uma nova compreensão do teu "chamado". Muitos pastores dizem que são chamados para fazer o santo ministério de Deus e não para se envolverem com os “negócios sujos deste mundo”. Isso é muito estranho, porque os ministros não se envolvem com os negócios sujos deste mundo, mas dependem das pessoas envolvidas neste mundo para sustentar eles.

Quando você vê a tua família em grande necessidade, é bom orar por isso, mas não seja como passarinhos no ninho com a boca aberta, implorando para a mãe alimentá-los. Este tem sido o estilo de vida de longa data de muitos ministros no Brasil, África, Índia e em muitas partes do mundo. Esses pastores não se movem para prover por si próprios, porque dependem de pessoas de países mais ricos para ajudá-los. Ninguém é obrigado a sustentar a tua casa, nem a igreja é. Quando vejo um pastor cuja esposa e filhos sofrem com a falta das coisas básicas da vida, porque o marido e o pai não os suprem adequadamente, digo-lhes: Arranje um emprego! Arrume um emprego!

Não se iluda com falsas expectativas de Deus quando Ele já forneceu-lhe a fonte de tua renda. Isso se chama trabalho! Não estou dizendo que os ministros não podem confiar no ministério para receber um salário. Não estou dizendo que ministério não é trabalho. E não estou dizendo que os crentes dos países ricos não devam ajudar nossos irmãos necessitados em todo o mundo. O que estou dizendo é que você tem que assumir a responsabilidade de cuidar da tua família! Que é tolice esperar que outras pessoas dêem os recursos para sustentar a tua família! Que você não deve ser um ministro que explora o povo de Deus e faz negócios do ministério! Que você não deve depender do dinheiro como a primeira coisa na lista quando iniciar um relacionamento com teus irmãos e irmãs ao teu redor, do exterior e de qualquer lugar. 

Os pastores não podem olhar para os filhos de Deus como ovelhas, como se tivessem direito à sua lã. Já ouvi pastores usando este termo: “O pastor tem direito de tosquiar as ovelhas.” Muito menos extorquir. “As ovelhas proveem a lã para seus pastores.” As ovelhas não são mercadorias e não são ovelhas, no sentido em que têm que suprir algo para você. Elas são de Jesus! Quem olha para o rebanho de Deus com essa intenção é o mercenário que veio para roubar, matar e destruir. Quem veio matar, roubar e destruir não é o diabo, de acordo com João capítulo 10, pois quem veio antes de Jesus, é o mercenário que também é ladrão e assaltante. Jesus estava se referindo aos falsos líderes de Israel que vieram antes dele.

Muito missionários e pastores que continuam a esperar fundos do exterior e recursos de outras pessoas, sempre dependerão de dinheiro delas e não de Deus. 

Algumas pessoas ficam ofendidas quando me ouvem dizer estas coisas. Mas são palavras libertadoras. Embora não tenha certeza das razões pelas quais elas se ofendem, devo assegurar-lhes que essas palavras não provêm de um coração insensível, mas são frutos de minha própria experiência. Eu tive que decidir tomar as rédeas da minha vida e da minha família e comecei implorando aos céus pela ajuda de Deus. Se Deus pode me ajudar, Ele pode também a você. Tenha coragem.

Nasci e cresci pobre, mas orei insistentemente e agi com a sabedoria de Deus para mudar a minha vida. Ele abriu portas incríveis e me deu muitas oportunidades. Não estou falando a tornar-se rico, mas ter o que o apóstolo Paulo encoraja insistindo com cada um de nós antes trabalhar, “fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade.” Efésios‬ ‭4:28‬

Deus fará o mesmo por você, independentemente da tua situação e não importa onde você mora. E  a receita de Deus é sempre trabalho, trabalho, trabalho. E não há trabalho secular para Ele, todos os trabalhos são tão sagrados quanto o que chamamos de ministério. Você não é mais ungido por ser pastor do que o médico, o carpinteiro, o construtor e a dona de casa são ungidos. Você não é o ungido, todos os filhos de Deus são ungidos. Você não é um sacerdote, todos os filhos de Deus são sacerdotes. 

Deixe-me apontar outra coisa sobre esse assunto. Muitos pastores e missionários da África, Brasil, Índia e até dos EUA se aproximam de nós sempre para pedir dinheiro. Seu principal objetivo não é realmente mais nada, mas dinheiro. Essa prática permeia a vida ministerial de 80% dos missionários que eu conheci. Quando eles dizem que querem vir e ministrar em nossas igrejas nos EUA, não é realmente para oferecer nada, mas para levantar recursos financeiros para realizarem seus ministérios. O que fazem verdadeiramente é buscar dinheiro para promover seus ministérios, e não sentem e percebem que estão apenas realizando um negócio religioso. Esta prática não tem respaldo nenhum nas Escrituras. Embora no Novo Testamento muitos sustentaram o ministério de Jesus, ajudaram Paulo e outros, você não vai encontrar ninguém viajando para levantar fundos para o ministério.. Isso é absurdo, ofensivo e entristece enormemente o coração de Deus, porque Ele nunca ordenou que se fizesse isto. Entenda corretamente, por favor, não é errado viver do Evangelho. “Da mesma forma o Senhor ordenou àqueles que pregam o Evangelho, que vivam do Evangelho.” I Coríntios 9:14.  O que não se deve é deixar a família passar necessidades quando viver do Evangelho não é possível.

Quero ver pessoas entrando em nossas igrejas e se aproximando de nós para oferecer algo bom e não desesperadas para preencher suas agendas e solicitar dinheiro. Quero vê-las se aproximando para relacionamento. Por causa de todo este abuso as pessoas não querem mais doar. 

Sinceramente, eu praticamente nunca ouvi falar de alguém que intencionalmente veio abençoar nosso povo com um interesse legítimo por nossa causa. Para ser justo, houveram algumas pessoas, mas ainda uma pequena porcentagem.

Não peço dinheiro às pessoas para "meu ministério". Muito raramente eu fiz isso. E quando eu fiz, era sempre por uma causa que beneficiava os outros e não a mim mesmo. Não dependo das pessoas para fazer o que Deus coloca no meu coração. Eu trabalho para isso. Se Deus providenciar, eu o faço, se não, presumo que não é Sua vontade. Muitas pessoas são roçadas por Deus para contribuírem financeiramente, mas não devo me aproximar delas por causa dos recursos que possam disponibilizar. O contrário é interesse. Se não tenho como fazer por falta de recurso,  eu sigo em frente. É errado que pastores e missionários levantem seus fundos por uma questão de dinheiro e não com base em relacionamentos.

Como eu disse isso, deixe-me ser muito prático e listar sete coisas que você e tua esposa podem fazer:

1 - Por favor, consiga um emprego que você possa fazer com eficiência.

Corte toda a educação que não lhe supre financeiramente. A leitura de livros teológicos não ajudará você a cuidar de sua família. Aprenda algo com o qual você pode ganhar dinheiro. As pessoas de alguns desses países que mencionei são viciadas em cargos no governo. Consiga um emprego ou comece um negócio que não dependa do governo. Prepare um projeto comercial e peça às pessoas que invistam nele e não que lhe dêem dinheiro.

Estou muito mais a inclinado em investir do que dar uma oferta, porque com o lucro do investimento poderei contribuir com aquele que realmente tem necessidade. Isto por si só já é uma mudança de paradigma enorme e que gera resultados muito positivos. 

2 - Desenvolva uma ideia de empresa de pequeno porte que exija uma pequena quantidade de investimento para ajudar tua família.

E uma ideia que produzirá dinheiro da maneira rápida. Especialmente um negócio de vendas. E aprenda a gerenciar tuas finanças.

O dízimo e a oferta não oferecem liberdade financeira se você não souber como gerenciar tua vida financeira. Dizimar e ofertar não é mágica. Existem milhões de pessoas no mundo que são muito abençoadas e prósperas financeiramente e não são dizimistas. 

3 - Feche todas as congregações ou ministérios que você não pode sustentar, especialmente aqueles que exigem teu tempo para apoiar.

Concentre-se apenas na coisa principal. Você deve se livrar de todas as preocupações externas para poder priorizar tua família.

Algo está muito errado com o que chamamos de ministério em que as pessoas se adoecem para exercê-lo. Seja livre de tudo quanto te perturba e a tua família. Se tivesse aprendido isto logo no início eu não teria feito minha família a sofrer tanto.

4 - Priorize tua família fazendo esta pergunta. "Essa coisa que eu vou fazer ou me envolver trará benefícios diretos para minha família?" Se não, não faça.

5- Liste todas as despesas que você possui e priorize tua família cortando tudo o que não lhes sustenta.

É difícil fazer isso quando você tem tão pouco, mas você deve reduzir o seu estilo de vida se não tiver meios para mantê-lo.

Não se endivide. Dívida financeira é a estratégia de Satanás para escravizar o povo de Deus. Ser livre de dívidas é uma obrigação. O que o mundo chama de cartão de crédito é realmente cartão de débito, e o que é chamado de cartão de débito é realmente cartão de crédito.

Com tanta pregação sobre dízimos e ofertas, para mim é curioso que de 70 a 80% das pessoas que são dizimistas fiéis estejam mergulhadas em dívidas financeiras. 

Não compre nada que não tenha como pagar. As pessoas compram coisas com cartão de crédito e dizem que estão fazendo isso pela fé e que Deus proverá. Geralmente, Deus não fornece porque eles não compraram pela fé, mas por crédito.

6 - Faça um orçamento com tua esposa das necessidades de sua família.

Liste todos os itens de um orçamento. E ore e trabalhe por isso. Corte despesas. Aumente tua renda. Obtenha ajuda de um mentor com experiência em finanças familiares.

"Buscar o Reino primeiro e Sua justiça" não significa colocar a igreja em primeiro lugar, não significa priorizar a igreja, dedicar-se à igreja. Significa praticar e fazer justiça em todos os lugares, começando com a tua família.

Tudo é puro para o puro. O que muitos cristãos chamam de mundano é realmente parte do que Jesus chamou de mundo. Jesus não pediu ao Pai para nos tirar do mundo, mas para nos livrar do mal.

O pior mal deste mundo é aquele que se disfarça de bem.

7 - E, finalmente, volte e tente se reconciliar com todos com quem você tem um relacionamento quebrado, especialmente com outros pastores.

Se você tinha motivos ou não para terminar com eles, perdoa a casa um e reconcilie-se. Talvez não consiga se reconciliar com todos, mas perdoar a todos será a maior liberação financeira que você poderia experimentar na tua vida. A tua vida financeira está intimamente ligada à questão do perdão em teu coração. Existem muitos ricos que são cheios de ódio, mas nunca experimentam a liberdade de uma vida sem o peso da amargura. 

A falta de perdão e um coração amargo travam a sua vida em todas as áreas, especialmente quando se trata de finanças.

“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil.” Mateus‬ ‭5:23-26‬

Em oração,

Josimar Salum


PS: Este é o feedback de um ministro do Burundi que leu a versão em inglês.

Oi meu querido!

Ainda estás em Portugal?

Tentei ler este texto com atenção, é tão interessante, preciso, desafiador e relevante para o contexto do Burundi.

Eu me perguntava por que a maioria dos filhos de pastores não se comportam como filhos de Deus. Descobri que a maioria de seus pais deixaram sua família para trás. Eles estão priorizando suas igrejas em vez de suas famílias. Eles não têm tempo para discipular e orientar seus filhos.

A maioria dos pastores são como mendigos. Eles querem depender dos bolsos dos outros e, como você disse, querem depender de pessoas dos países ocidentais. Isso é tão ruim. E, consequentemente, essas pessoas lhes dão dinheiro incondicionalmente.

De fato, este é um grande desafio.

Na verdade, por exemplo, você não pode encontrar muitas crianças que desejam ser pastores no futuro aqui no Burundi. Também é um desafio para um jovem pastor conseguir uma esposa, pois os pastores parecem ser as pessoas mais pobres da comunidade.

No entanto, eles são pobres porque não trabalham.

Precisamos ensiná-los que eles são a solução de seus próprios problemas e também a solução dos problemas de outros.

Obrigado pelo seu conselho, te amo muito.

Jérémie Marinakiza