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sábado, 5 de setembro de 2015

Filipe, 18 anos: uma jornada sem princípio nem fim!


Filipe; 5/9/2014 - 18 Anos

O dia amanheceu tacanho e algumas poucas ideias saltaram tímidas bem abaixo das últimas sombras da noite e resistiam frágeis aos raios do sol, estrela sem grandeza,  embora suficiente para iluminar tudo que reflete à luz. E não resistiram, multiplicaram em milhões de outras e surpreendem a cada dia na cachola de quem recusa a ser mesmice, imitação e ousa pensar e ser diferente.

A primeira ideia não se sabe bem onde começa e de quem vem - sua origem - ou se é sugestão de uma voz confusa de alguém perto - na gestação. Apenas um pensamento solitário, mesmo em uma palavra, e explode em milhões de outras e desenvolve ideias e pensamentos e os sonhos chegam e não se sabe como vão terminar. O melhor não é o fim, mas o enredo. Nem se deve pretender saber pois perderia este melhor da jornada que é crescer no conhecimento. O Eterno não tem fim nem começo! No máximo, no princípio e lá, não se sabe bem quando, O encontramos ! É aqui, em ti, que Ele te encontra. O dia inteiro! E não haverá mais noite!

Conhecimento sem sabedoria é poço de águas que não saciam a sede. Enquanto a sabedoria com conhecimento é sede que não pode ser saciada. Deve ser assim. Quem sacia sua sede é tolo. Que sempre haverá outro dia trazendo suor, lágrimas e sorrisos. O melhor de tudo é saber, mais do que conhecer. 

Viver é bom demais, Filipe, mesmo quando sofrimentos e tribulações fazem os dias mais nublados e trazem o entardecer a invadir o dia que encurta. Nunca perceba os dias como iguais nem pondere em teu interior os que passaram. Dias, meses e anos não existem, nobre jovem!

Conhecimento sem a Graça é pão sem vinho, queijo sem goiabada e floresta sem pássaros. É canto sem melodia, letra sem música e família sem crianças. É praça sem parque, Rio Pomba transbordando sem trégua e as suas margens sem você, do outro lado da ponte.

A Graça gera humildade de quem tem coração manso que quer aprender sempre. 

A Graça é o Leão que ruge, quão suavemente vê com os olhos e enxerga o coração de quem não merece, mas precisa. 

A Graça é o altar de pedra feito madeiro que faz descansar o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Tira, Filipe, para sempre. Sem que nunca mais você possa pecar. Como poderia pecar! Deixe os religiosos adorarem seus relógios, Você? Prossiga!

E nesta ciência, nesta Graça, nesta vida que será vida sem ter sido ontem, é! Não será!! O Amor qual Estrela da Manhã, todos os dias, todos, sem exceção, sejam pequenos ou grandes, escuros ou brilhantes, resplandecerá sempre em ti, aquém das nuvens, acima das montanhas, no mais rigoroso dos vales, independente, incircunstancialmente no seu coração.

Feliz vida, meu Frodo,

Gandalf - Josimar

I will not say, do not weep, for not all tears are an evil.
J.R.R. Tolkien


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Primeiro Amor


Por Filipe Gouvea 

(Apocalipse 2: 1-5)

1 Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: 

2 Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos;

3 e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer.

4 Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.

5 Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.

 

Muitos cristãos ao lerem essa passagem se perguntam- “O que seria o primeiro amor?” 


A resposta certa, mesmo que difusa e informal, é que seu relacionamento com Jesus deixou de ter “graça”. 


Aquilo que um dia era feito com prazer e deleito hoje não passa de mera obrigação religiosa. 


Aquele que um dia virava noites vasculhando a Palavra querendo conhecer mais o Deus que entrou em sua vida passou a achar cansativo e desanimador a leitura diária das sagradas escrituras. 


É simples. E triste. É o fogo que um dia brilhou, mas infelizmente não brilha mais.


O salmista se expressa muito bem ao pedir aDeus que restaure a “alegria de sua salvação”, aquilo que lhe-dava um sentimento de pertencimento e dava vida à graça que lhe-foi concedido. 


Só podemos recuperar essa alegria ao dar conta que não foi Deus que mudou, (pois Jesus permanece o mesmo ontem, hojee para sempre) mas fomos s que deixamos de nos preocupar com como Ele esta se sentindo, esquecemo-nos de dar boa noite aele e não desabafamos com Elmais a respeito das nuanças que aconteceram ao longo do nosso dia; como uma chuva imprevista ou um café derramado. 


Passamos tanto tempo nesse mundo corrupto e frio que a iniquidade ao nosso redor nos torna insensível.


Perdemos a capacidade de chorar, e por consequência não conseguimos mais nos alegrar. 


O motivo? Aquilo que um dia nos deu sentido e um proposito maior hoje aparenta estar distante e inalcançável.

  

A cura infalível para essa condição espiritual também esta presente na passagem acima quando Jesus, em sua infinita sabedoria, nos diz que tudo que podemos fazer para mudar a nossa condição é lembrar onde caímos, nos arrepender e voltar á praticar as primeiras obras. Isso significa voltar as leituras bíblicas não por cota diária e sim por prazer.


Significa que a nossa oração não pode mais ser superficial ao ponto de só pedir que Ele nos abençoe e que nos guarde enquanto dormimos. 


Significa que falamos de Jesus pra todos que passarem por nos e que continuaremos amando eles quando jogarem pedras na gente. 


Saberá que recuperou esse amor quando em toda criança, toda rosa, e ironicamente todo espinho, estejamos apaixonados com Ele novamente ao ponto de ver seu rosto em todas estas coisas...