domingo, 28 de dezembro de 2025

LUZ QUE NÃO SE ESCONDE: UM TESTEMUNHO DA ÁFRICA Por Josimar Salum


LUZ QUE NÃO SE ESCONDE: UM TESTEMUNHO DA ÁFRICA


Josimar Salum


Esta mensagem de um líder na África aqueceu o meu coração nestes dias frios da Nova Inglaterra:


Muito obrigado pelo seu sacrifício dia e noite para ajudar a remover a cegueira dos olhos daqueles que pensam que já conhecem a Deus.


Uma percepção importante que descobri é que não se pode afirmar ser espiritual permanecendo irrelevante, nem afirmar consagração estando desconectado da vida e da responsabilidade. Luz que se esconde é uma contradição.


Cheguei a uma conclusão notável, contrária àquilo que eu acreditava antes. Não sou um pastor chamado ao altar; sou um formulador de políticas públicas e um estrategista de transformação em meu país.


Muito obrigado. Esses ensinos nos foram dados gratuitamente, enquanto pagamos caro por formações teológicas que nunca nos transformaram, mas apenas nos ensinaram a estruturar igrejas.


Que Deus o abençoe e lhe conceda longa vida.


#ASONE

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O AVIVAMENTO NA UNIVERSIDADE ASBURY por Josimar Salum

 


O AVIVAMENTO NA UNIVERSIDADE ASBURY


Josimar Salum 


O que ocorreu na Asbury University, em fevereiro de 2023, despertou atenção mundial e reacendeu debates antigos sobre avivamento, despertar espiritual e a autenticidade dos movimentos que surgem fora do controle institucional. 


Muitos tentaram rotular o acontecimento, mas a pergunta essencial permanece bíblica: como as Escrituras discernem um mover dessa natureza? 


O que aconteceu em Asbury


No dia 8 de fevereiro de 2023, um culto regular de capela não foi encerrado no horário habitual. Após a programação oficial, alguns estudantes permaneceram no auditório em oração, adoração simples, leitura das Escrituras e confissão de pecados. 


O que começou de forma discreta se estendeu espontaneamente por cerca de dezesseis dias, com reuniões contínuas, atraindo milhares de pessoas de diferentes regiões e denominações. Não houve agenda prévia, pregadores famosos, campanhas organizadas ou apelos financeiros. A condução foi marcada por simplicidade, liderança mínima e centralidade em Jesus e na Palavra.


Como a Bíblia avalia um avivamento


As Escrituras não apresentam avivamento como um evento planejado, mas como uma visitação de Deus que produz arrependimento, obediência e fruto contínuo. O padrão bíblico inclui conversão genuína, retorno à Palavra, exaltação exclusiva de Jesus, liberdade sem manipulação e transformação que permanece. 


À luz desses critérios, o início do que ocorreu em Asbury não contradiz o testemunho bíblico. Houve sinais claros de quebrantamento, confissão e busca sincera de Deus. Contudo, a própria Escritura ensina que o verdadeiro teste não está no início do mover, mas na sua continuidade e nos frutos que permanecem ao longo do tempo.


Paralelos bíblicos nas Escrituras


Movimentos semelhantes aparecem repetidamente na Bíblia sem serem chamados de eventos especiais. 


Em Atos 2, a perseverança na doutrina, na comunhão, no partir do pão e nas orações define um modo de vida, não um momento isolado. 


Em Neemias 8 e 9, a leitura da Palavra gera entendimento, arrependimento e mudança prática. 


Em Atos 19, em Éfeso, a confissão pública e a renúncia ao pecado produzem impacto social visível. 


Em João 4, um encontro genuíno resulta em testemunho que alcança toda uma cidade. Em todos esses casos, a marca do agir de Deus não é a duração das reuniões, mas a transformação que segue.


Frutos observáveis após o acontecimento


Após o encerramento das reuniões em Asbury, diversos frutos positivos foram relatados. Muitos testemunharam reconciliações pessoais, restauração de relacionamentos e uma vida de oração mais consistente. Pequenos grupos focados na Palavra surgiram, e houve um retorno à simplicidade do discipulado e do serviço. 


Ao mesmo tempo, também se observaram limites claros. Parte das pessoas buscou a experiência em si, e não a obediência diária. Houve tentativas externas de reproduzir o ambiente sem o conteúdo espiritual que lhe deu origem. Esses limites não invalidam o mover, mas confirmam o ensino bíblico de que nem toda semente frutifica da mesma forma.


Asbury 1970 e Asbury 2023


A história da universidade registra outros momentos semelhantes, especialmente o ocorrido em 1970. Naquele período, o mover gerou forte impacto missionário, vocações duradouras e expansão para outras universidades. 


Em 2023, a ênfase foi mais interna, marcada por arrependimento, adoração simples e correção espiritual, com grande alcance por meio das redes digitais. 


Ambos os momentos apresentam coerência bíblica, ainda que com propósitos e ênfases diferentes. Deus não repete métodos, mas cumpre Seus desígnios conforme o tempo e a necessidade.


Universidades e o padrão do Novo Testamento


Embora o Novo Testamento não descreva universidades formais, ele revela que Deus frequentemente inicia movimentos em ambientes de formação intelectual e espiritual. 


Jerusalém, Atenas, Tarso e Éfeso foram centros de ensino e debate. 


Em Atos 19, Paulo ensinava diariamente na escola de Tirano, e toda a região foi alcançada pela Palavra. O padrão bíblico mostra que a formação precede a expansão. À luz disso, não é estranho que um mover surja em um campus universitário; o discernimento necessário está em observar para onde esse mover conduz.


Ekklesia e o risco da institucionalização


O maior risco após qualquer visitação de Deus não é a oposição externa, mas a institucionalização interna. 


Esse desvio começa quando o ambiente substitui o arrependimento, quando a experiência ocupa o lugar da obediência e quando o controle humano tenta assumir a condução do Espírito. 


As estruturas podem servir ao povo de Deus, mas nunca são fundacionais. A Ekklesia permanece viva quando persevera na Palavra e na obediência diária, não quando tenta preservar uma chama por meios organizacionais.


O papel dos líderes


Em tempos de visitação, o papel dos líderes não é produzir o mover nem monopolizá-lo, mas discernir e guardar o fruto. Isso exige resistir à espetacularização, proteger a supremacia de Jesus e conduzir o povo ao caminho estreito da obediência cotidiana. 


O verdadeiro cuidado pastoral consiste em redirecionar a chama para a vida prática, para a família, para o trabalho e para o testemunho fiel no mundo.


Conclusão


O que ocorreu na Universidade Asbury pode ser compreendido biblicamente como uma visitação corretiva, um chamado ao arrependimento, à simplicidade e à supremacia da Palavra. 


Foi um mostra de como o Reino se manifesta: não por estruturas, mas por corações quebrantados que permanecem em Cristo. 


Deus visita soberanamente, a Ekklesia responde com arrependimento, e a permanência se revela na obediência. 


Se essa resposta continuar, o que foi um momento se tornará vida; se não, permanecerá apenas como memória.


#ASONE

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

A REFLECTION ON CLARITY, BOUNDARIES, AND THE HEART OF GIVING IN THE KINGDOM By Josimar Salum


A REFLECTION ON CLARITY, BOUNDARIES, AND THE HEART OF GIVING IN THE KINGDOM


Josimar Salum

December 22, 2025


Someone very special sent me this message: “I would like to kindly ask for Christmas gifts.”


I responded: “Would you like to give me something? I realize that I have never received a gift from you.”


I would like to clarify my response, because my intention was not to hurt you or embarrass you, but to be honest and to establish a healthy boundary.


When you mentioned Christmas gifts, I responded the way I did because, in our relationship, the dynamic has most often been one-directional. Over time, I have consistently offered time, teaching, counsel, availability, and support, yet I have not experienced reciprocity in the form of a simple, voluntary gesture of honor or care. My response came from that lived reality, not from resentment or bitterness.


In the Kingdom, giving is never demanded, negotiated, or emotionally leveraged. A gift carries meaning only when it is freely given. When it is requested, it risks losing its nature as a gift and becoming an obligation. That is why I chose to respond with honesty rather than polite formality.


This does not mean that I am offended, nor that I am keeping accounts. It simply means that I value truth over appearances. Relationships grow healthier when expectations are clear and when generosity flows naturally, without pressure.


I desire relationship, not transactions. I value sincerity over symbolic gestures. If there is giving, may it come from the heart. If there is none, may there still be peace, respect, and truth between us.


My heart remains open, but it must also remain free. And freedom is preserved when we speak honestly, without manipulation and without fear.


With clarity and peace,


May our Lord help us to better understand His Kingdom.


#ASONE